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	<title>My Pneumologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica pneumológica e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças respiratórias</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 Sep 2026 16:50:09 +0000</lastBuildDate>
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	<title>My Pneumologia</title>
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		<title>“Respirar não devia pesar”: campanha alerta para diagnóstico tardio da fibrose pulmonar</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/atualidade/respirar-nao-devia-pesar-campanha-alerta-para-diagnostico-tardio-da-fibrose-pulmonar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 16:41:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), a Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), o Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e a Associação Respira lançam a campanha “Respirar não devia pesar”. A iniciativa visa sensibilizar para os sintomas da fibrose pulmonar e reforçar a importância da [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), a Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), o Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e a Associação Respira lançam a campanha “Respirar não devia pesar”. A iniciativa visa sensibilizar para os sintomas da fibrose pulmonar e reforçar a importância da referenciação e do diagnóstico precoces.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa, que decorre durante o mês de setembro com o apoio da Boehringer Ingelheim, tem como objetivo promover uma maior literacia, uma referenciação mais precoce e um melhor planeamento da resposta em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PROFILING-ILD, primeiro registo nacional dedicado às doenças pulmonares intersticiais, já permitiu caracterizar 1270 doentes, em colaboração com 15 centros hospitalares de referência, e estima uma prevalência de 26,3 casos por 100 mil adultos em Portugal. Estes dados permitem, pela primeira vez, conhecer a dimensão destas patologias a nível nacional e contribuir para uma melhor organização da resposta assistencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fibrose pulmonar caracteriza-se pela acumulação de tecido cicatricial no pulmão, tornando-o mais espesso e rígido. Entre os sintomas estão a falta de ar, tosse persistente, cansaço e perda gradual de peso. “Apesar de pouco específicos e facilmente confundidos com os de outras doenças respiratórias, não devem ser ignorados”, alerta José Alves, presidente da FPP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados do PROFILING-ILD revelam ainda que uma pessoa com doença pulmonar intersticial espera, em média, mais de dois anos entre os primeiros sintomas e a referenciação para um centro especializado e quase três anos até ao diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A fibrose pulmonar é, na maioria das situações, uma doença progressiva e irreversível”, sublinha Pedro Ferreira, coordenador da Comissão de Trabalho de Doenças do Interstício Pulmonar da SPP, defendendo que “quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a hipótese de recorrer a terapêuticas capazes de alterar o curso da doença e preservar a qualidade de vida”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também José Albino, presidente da Respira, reforça a necessidade de sensibilizar a população e os profissionais de saúde para os primeiros sinais: “A identificação e o tratamento precoces são hoje a principal arma para atrasar a progressão da doença e preservar a qualidade de vida de quem vive com fibrose pulmonar”.</p>
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		<item>
		<title>Doença vascular pulmonar em debate na XI Reunião Anual do NEDVP</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/eventos/doenca-vascular-pulmonar-em-debate-na-xi-reuniao-anual-do-nedvp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 16:15:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A patologia vascular pulmonar vai estar em debate no Hotel NH D. Inês, em Coimbra, no dia 9 de outubro de 2026. Organizada pelo Núcleo de Estudos de Doença Vascular Pulmonar (NEDVP) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), a XI Reunião Anual vai reunir especialistas para discutir os principais avanços e desafios da área. [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A patologia vascular pulmonar vai estar em debate no Hotel NH D. Inês, em Coimbra, no dia 9 de outubro de 2026. Organizada pelo Núcleo de Estudos de Doença Vascular Pulmonar (NEDVP) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), a XI Reunião Anual vai reunir especialistas para discutir os principais avanços e desafios da área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa científico focará o debate nos novos fenótipos e tratamentos da hipertensão pulmonar, o papel da inteligência artificial no diagnóstico e as incertezas no tratamento do tromboembolismo venoso (TEV) e da embolia pulmonar aguda. Em destaque estarão também a análise às <em>guidelines</em> da <em>American Heart Association </em>e a discussão de cinco casos clínicos apresentados por médicos internos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Informações e inscrições <a href="https://www.spmi.pt/xi-reuniao-anual-do-nucleo-de-estudos-de-doenca-vascular-pulmonar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui.</a> </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Cuidados respiratórios integrados: “Precisamos de levar todos estes avanços à prática  clínica”</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/entrevistas/cuidados-respiratorios-integrados-precisamos-de-levar-todos-estes-avancos-a-pratica-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 14:15:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Congresso da European Respiratory Society (ERS), Cláudia Vicente, da ULS Baixo Mondego, assumiu  o papel de chair da sessão “Primary and integrated respiratory care: part 2”. Em entrevista, destacou a importância da integração dos cuidados respiratórios e da comunicação entre os diferentes níveis de  cuidados.   A especialista explicou que o objetivo da sessão passou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No Congresso da European Respiratory Society (ERS), <strong>Cláudia Vicente</strong>, da ULS Baixo Mondego, assumiu  o papel de chair da sessão “Primary and integrated respiratory care: part 2”. Em entrevista, destacou a importância da integração dos cuidados respiratórios e da comunicação entre os diferentes níveis de  cuidados.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista explicou que o objetivo da sessão passou por &#8220;tentar ir ao encontro do tema do congresso&#8221;, destacando trabalhos internacionais desenvolvidos nos Cuidados de Saúde Primários por equipas multiprofissionais. Em paralelo, foram abordadas apresentações sobre &#8220;o que pode ser o futuro da Medicina usando inteligência artificial para otimizar os cuidados&#8221;, nomeadamente em &#8220;consultas à distância ou na telemonitorização de doentes&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os trabalhos apresentados na ERS, a médica destacou o projeto “RESPIRE”, uma parceria entre a Universidade de Edimburgo, a Universidade Malaya e o IPCRG, que demonstrou o impacto da educação das camadas mais jovens sobre os malefícios do tabaco e a qualidade do ar. A especialista sublinhou a relevância de ser um “projeto muito interessante porque põe investigadores em campo na área da saúde”, formando adolescentes para que sejam “os próprios campeões dentro das suas localidades, escolas e equipas de desporto a fazerem esta promoção”, provando que “juntos podem fazer a diferença”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar os desafios da prática médica, Cláudia Vicente lembrou que &#8220;esta abordagem integrada exige sempre um olhar muito crítico da parte dos médicos&#8221;, acompanhado por um plano local adequado e baseado em &#8220;guias de orientação muito fortes, particularmente nas doenças respiratórias como a GINA e a GOLD&#8221;. A especialista reforçou também o compromisso da comunidade médica: “Temos de motivar os nossos colegas para conhecerem e darem mais atenção às doenças respiratórias”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No balanço do Congresso da ERS, Cláudia Vicente salienta a diversidade de temas e a relevância dos&nbsp; avanços apresentados nas diferentes áreas da Pneumologia, sublinhando a importância de os integrar&nbsp; na prática clínica: “Precisamos de levar todos estes avanços, de uma forma integrada, a serem uma&nbsp; realidade na prática clínica diária.”</p>
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		<item>
		<title>Serviço de Pneumologia da ULS Almada-Seixal estreia técnica EBUS</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/atualidade/servico-de-pneumologia-da-uls-almada-seixal-estreia-tecnica-ebus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:04:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Serviço de Pneumologia da ULS Almada-Seixal (ULSAS) realizou, recentemente, as primeiras técnicas de ultrassonografia endoscópica brônquica (EBUS), dando início à utilização desta valência de broncologia de intervenção na instituição. A implementação das técnicas de EBUS linear e radial permite aumentar a diferenciação do Serviço de Pneumologia e da ULSAS, reforçando a capacidade de diagnóstico [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Serviço de Pneumologia da ULS Almada-Seixal (ULSAS) realizou, recentemente, as primeiras técnicas de ultrassonografia endoscópica brônquica (EBUS), dando início à utilização desta valência de broncologia de intervenção na instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação das técnicas de EBUS linear e radial permite aumentar a diferenciação do Serviço de Pneumologia e da ULSAS, reforçando a capacidade de diagnóstico e estadiamento das patologias pulmonares, particularmente no âmbito da Oncologia respiratória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A técnica permite avaliar a árvore traqueobrônquica e os territórios ganglionares adjacentes através de uma sonda de ecografia linear, bem como lesões pulmonares periféricas através de uma sonda de ecografia radial. Desta forma, poderá reduzir-se a necessidade de recorrer a procedimentos cirúrgicos mais invasivos, como a mediastinoscopia ou biópsias cirúrgicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais beneficiários encontram-se os doentes com patologia respiratória do foro oncológico, mas também pessoas com doença oncológica de outros órgãos ou sistemas, assim como com patologia inflamatória e/ou infeciosa pulmonar ou sistémica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a implementação desta técnica, a ULSAS reforça a capacidade de resposta diferenciada na área das doenças respiratórias, em particular no diagnóstico e estadiamento da doença pulmonar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mais informações <a href="https://www.ulsas.min-saude.pt/servico-de-pneumologia-da-ulsas-estreia-se-na-tecnica-ebus/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo europeu associa bactérias em salas de aula a menor função pulmonar em crianças</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/atualidade/estudo-europeu-associa-bacterias-em-salas-de-aula-a-menor-funcao-pulmonar-em-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 15:42:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma investigação europeia, integrada no projeto SINPHONIE, analisou dados recolhidos em 22 países europeus, envolvendo 4.739 crianças distribuídas por 294 salas de aula, com o objetivo de avaliar se a exposição a determinadas bactérias presentes no pó das escolas estava associada a uma redução da função pulmonar. Foram analisadas as concentrações de duas bactérias ambientais, Streptomyces e Mycobacterium [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma investigação europeia, integrada no projeto SINPHONIE, analisou dados recolhidos em 22 países europeus, envolvendo 4.739 crianças distribuídas por 294 salas de aula, com o objetivo de avaliar se a exposição a determinadas bactérias presentes no pó das escolas estava associada a uma redução da função pulmonar. Foram analisadas as concentrações de duas bactérias ambientais, <em>Streptomyces</em> e <em>Mycobacterium spp.</em>, presentes no pó das salas de aula, bem como realizados testes de função respiratória segundo as normas da European Respiratory Society (ERS) e da American Thoracic Society (ATS).  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores definiram “alta exposição” como o terço superior das concentrações detetadas e compararam esses alunos com os restantes dois terços (exposição baixa).Os resultados mostraram que crianças expostas a níveis mais elevados de&nbsp;<em>Streptomyces</em>&nbsp;apresentaram uma ligeira redução da capacidade vital forçada (FVC)&nbsp;(β = −0,079 L, IC 95%: −0,157, −0,001). Já a exposição a níveis elevados de&nbsp;<em>Mycobacterium</em>&nbsp;esteve associada a valores mais baixos de volume expiratório forçado no primeiro segundo (FEV₁)&nbsp;&nbsp;(β = −0,062 L, IC 95%: −0,114, −0,009)&nbsp;&nbsp;e do pico de fluxo expiratório (PEF)&nbsp;(β = −0,133 L, IC 95%: −0,254, −0,012).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das associações observadas, os autores sublinham que o estudo não prova causalidade. A presença destas bactérias pode refletir condições do ambiente escolar, como ventilação insuficiente, humidade ou proximidade de solo exterior, fatores que também podem influenciar a qualidade do ar interior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores defendem que a inalação prolongada de componentes microbianos pode ativar mecanismos imunológicos nas vias respiratórias das crianças, interferindo potencialmente no desenvolvimento pulmonar. No entanto, destacam a necessidade de estudos longitudinais para compreender melhor os mecanismos envolvidos e confirmar estas associações.O estudo reforça a importância da qualidade do ar nas escolas e abre caminho para futuras investigações sobre como o microbioma interior pode influenciar a saúde respiratória infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:&nbsp;&nbsp;Banerjee, S., et al. (2026).&nbsp;<em>Exposure to Streptomyces and Mycobacterium spp. in the indoor environment of European schools and lung function in children (data from SINPHONIE study)</em>&nbsp;(Abstract PA1657). In&nbsp;European Respiratory Society International Congress 2026.&nbsp;<a href="https://click.agilitypr.delivery/ls/click?upn=u001.0BR2PJX9pEKOW9TjFbxyWwRCbZWT-2Bmz5MwuknmPX6G2NuMQDz-2BQJXsFqob6lYpXKu6VaqYAOn2xRz-2BTtGnlRanq75Cmih0VcTT7zMduh1UaRZEnYY914lI-2BPj-2B-2B3FErcZXhl_yMAe5AZHOV5gxVqo6sXIwZRoxq868q0YMENWTnUPdcOZ4hr5w5sLnQ-2BE-2F7CFFvJYi5ooEzLcqUX9HhW8bCPqCGYVepkYmjCYvF6KtO4gp0YXJeynTn1z9YvFIkpvKQrKNLx15qSApnBi58wnImMhsG195mLQAosoBBlhpY8usVQdHsR7RyBzpnShI0mmqouYSxfuZ-2FzoW4Z61QUZjYSvtuWdxHqEttVFw-2F7JEYHW1XmgJqFDQtjF6R5kzFdcdhhOJYyqpcg0xjRJrH3LRmM9qWie-2BbEK2aURqU8K8an3EPXwwvU5ZFLTAZQNL4b1MVfbxlrW14P6qk2QTsXrkkCW-2BizW4GAJU0CUfxKtlLnXfUhV6-2FjwFwGxu9qcpYV9JWwjbJ-2FIF-2FRySjw9NOWo6fmGjuKtwZTZi-2FJe4FnXU1oC8ct8-2Fw-2FDdj6W05BZcRaizQpLcqGeb7MVRT3Ic4LxqJDOR3TVFul3LTC4wCwkmrARUDI-3D" target="_blank" rel="noopener">https://k4.ersnet.org/<wbr>prod/v2/Front/Program/Session?<wbr>e=769&amp;session=20911</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Desafios na gestão da fibrose pulmonar idiopática com cancro do pulmão: o que dizem as guidelines da ERS?</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/atualidade/desafios-na-gestao-da-fibrose-pulmonar-idiopatica-com-cancro-do-pulmao-o-que-dizem-as-guidelines-da-ers/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 15:03:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O congresso anual da European Respiratory Society (ERS Congress 2026) voltou a afirmar-se como um dos mais relevantes fóruns internacionais na área das doenças respiratórias, reunindo especialistas para discutir avanços científicos, desafios clínicos e novas orientações terapêuticas. Neste contexto, a sessão intitulada “Guidelines session: Management of patients with idiopathic pulmonary fibrosis and lung cancer”, moderada [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mypneumologia.pt/atualidade/desafios-na-gestao-da-fibrose-pulmonar-idiopatica-com-cancro-do-pulmao-o-que-dizem-as-guidelines-da-ers/">Desafios na gestão da fibrose pulmonar idiopática com cancro do pulmão: o que dizem as guidelines da ERS?</a> aparece primeiro em <a href="https://mypneumologia.pt">My Pneumologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O congresso anual da <em>European Respiratory Society</em> (<em>ERS Congress 2026</em>) voltou a afirmar-se como um dos mais relevantes fóruns internacionais na área das doenças respiratórias, reunindo especialistas para discutir avanços científicos, desafios clínicos e novas orientações terapêuticas. Neste contexto, a sessão intitulada “Guidelines session: Management of patients with idiopathic pulmonary fibrosis and lung cancer”, moderada por Jouke T. Annema, Michael Kreuter e Laura Fabbri, assumiu particular relevância ao abordar a coexistência de fibrose pulmonar idiopática (FPI) e cancro do pulmão. As apresentações principais ficaram a cargo de <strong>Merel Hellemons,</strong> pneumologista no <strong></strong><em>Erasmus University Medical Center</em><strong>,</strong> e de <strong>Argyris Tzouvelekis</strong>, professor na <em>University of Patras</em>, que expuseram de forma detalhada as primeiras <em>guidelines</em> da ERS especificamente dedicadas a esta população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a abertura da sessão, o moderador Michael Kreuter enquadrou o problema clínico ao afirmar que “estamos a falar de um prognóstico desfavorável em doentes com FPI que desenvolvem cancro do pulmão” e que “independentemente do tratamento, estes doentes podem sofrer complicações relacionadas com a FPI ou com o tratamento oncológico”. Esta afirmação evidencia o conceito central que atravessou toda a sessão: a existência de riscos competitivos de mortalidade, nos quais a progressão da doença oncológica e as exacerbações da FPI se influenciam mutuamente, tornando a decisão terapêutica particularmente desafiante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação inicial de Merel Hellemons centrou-se na construção das guidelines, descritas como “um esforço de vários anos” que envolveu um vasto painel multidisciplinar e a análise de vários estudos. A oradora sublinhou que “não sabemos qual é a estratégia ótima para tratar o cancro do pulmão em doentes com FPI” e que, até recentemente, “não existiam orientações que abordassem a questão destas duas condições concomitantes”, justificando a criação deste grupo de trabalho. Acrescentou ainda que “o que está verdadeiramente em causa é que a FPI e o cancro do pulmão são dois riscos concorrentes de morte”, sendo necessário “equilibrar o dano do tratamento com a progressão das doenças”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A componente clínica foi desenvolvida por Argyris Tzouvelekis, que reforçou a escassez de evidência ao afirmar que “existe uma clara falta de procedimentos terapêuticos padronizados” e que “é precisamente por isso que esta task force foi criada, para alterar o paradigma diagnóstico e terapêutico”. Neste contexto, destacou que a prática clínica atual é altamente heterogénea, com “uma considerável falta de concordância nas estratégias de diagnóstico e tratamento”, refletindo dados de estudos internacionais prévios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente às recomendações, uma das mais relevantes prende-se com a terapêutica antifibrótica. Segundo Argyris Tzouvelekis, “sugerimos a iniciação ou continuação de terapêutica antifibrótica em doentes com FPI que recebem quimioterapia”, acrescentando que “não devemos ter receio de combinar antifibróticos com tratamento oncológico”. Esta posição baseia-se no facto de “os antifibróticos reduzirem exacerbações agudas” e poderem contribuir para melhores outcomes globais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na doença em estádio inicial, foi defendida a abordagem cirúrgica em doentes selecionados. Como referido pelo especialista, “sugerimos realizar resseção cirúrgica em doentes clinicamente aptos com cancro do pulmão ressecável”, reconhecendo, no entanto, que “estes doentes representam uma população vulnerável” com risco elevado de complicações. Argyris Tzouvelekis salientou que “temos de equilibrar o benefício oncológico com o risco de exacerbações da FPI”, que podem aumentar significativamente no pós-operatório.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como referiu o orador, existe “uma probabilidade três vezes maior de complicações pós-operatórias, incluindo exacerbações agudas, que podem ser até seis vezes maiores, dependendo do estado funcional”. Nesse sentido, o especialista afirmou que “não devemos interromper a terapêutica antifibrótica”, “devemos privilegiar cirurgias menos invasivas” com os cuidados perioperatórios necessários. Estas estratégias visam reduzir o risco de exacerbações agudas, uma das principais causas de mortalidade neste contexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A radioterapia estereotáxica foi discutida como alternativa, mas com incerteza significativa. Argyris Tzouvelekis referiu que “não sabemos se devemos ou não administrar radioterapia estereotáxica”, sublinhando a existência de fatores prognósticos negativos, como padrão UIP e função pulmonar reduzida, que aumentam o risco de complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na doença localmente avançada, o especialista afirmou que “não sugerimos quimiorradioterapia concomitante”, uma vez que “não existe benefício específico e os resultados são muito pobres”, com aumento marcado de toxicidade e exacerbações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto central da sessão foi a monitorização. Argyris Tzouvelekis destacou que “devemos considerar a monitorização radiológica dos doentes com FPI como parte do seguimento de rotina”, uma vez que o risco de cancro do pulmão é elevado e cumulativo. Ainda assim, reconheceu que “não existem dados suficientes para definir intervalos específicos de monitorização”, devendo a decisão ser individualizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem da doença avançada foi apresentada por Merel Hellemons, que afirmou que “sugerimos administrar quimioterapia sistémica em doentes medicamente aptos”, destacando que esta estratégia está associada a uma melhor sobrevivência global (11 meses <em>versus</em> 3 meses). Contudo, alertou que “existe um sinal de alerta importante”, com “um risco quase duplicado de exacerbações agudas” e mortalidade associada à quimioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito à imunoterapia, Merel Hellemons referiu que “sugerimos tanto administrar como não administrar imunoterapia”, refletindo a incerteza existente, e salientou que “até um terço dos doentes desenvolve pneumonite”, com uma proporção significativa de casos graves. Já relativamente à terapêutica dirigida, foi afirmado que “não foi possível fazer qualquer recomendação devido à ausência de estudos específicos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, foi reiterada a importância da decisão partilhada. Merel Hellemons destacou que “os doentes valorizam o prolongamento da vida, mas também estão conscientes dos riscos elevados”, sendo essencial “uma comunicação clara sobre prognóstico e risco individual”. Neste sentido, foi enfatizada a necessidade de integrar equipas multidisciplinares, incluindo especialistas em Pneumologia e Oncologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, esta sessão apresentou as primeiras <em>guidelines</em> da ERS dedicadas à gestão de doentes com FPI e cancro do pulmão, respondendo a uma lacuna importante na prática clínica. Como referido por Michael Kreuter, o objetivo é não só orientar a prática atual, mas também “estimular investigação futura e ensaios clínicos”, de modo a melhorar o conhecimento e o prognóstico destes doentes particularmente vulneráveis. Apesar das limitações da evidência disponível, estas recomendações representam um passo fundamental para uma abordagem mais estruturada, individualizada e centrada no doente.</p>
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		<title>Uma exposição invisível, um impacto real: o impacto do fumo passivo na incidência do cancro do pulmão</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/opiniao/uma-exposicao-invisivel-um-impacto-real-o-impacto-do-fumo-passivo-na-incidencia-do-cancro-do-pulmao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 13:52:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um recente estudo global publicado na revista The Lancet revelou que cerca de 2,7 mil milhões de pessoas no mundo são fumadoras passivas, provocando mais de 1,6 milhões de mortes prematuras por ano. Em artigo de opinião, Daniela Madama, pneumologista e membro do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão (GECP), analisa a gravidade destes [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um recente estudo global publicado na revista <em>The Lancet</em> revelou que cerca de 2,7 mil milhões de pessoas no mundo são fumadoras passivas, provocando mais de 1,6 milhões de mortes prematuras por ano. Em artigo de opinião, <strong>Daniela Madama</strong>, pneumologista e membro do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão (GECP), analisa a gravidade destes números. A especialista alerta para os mecanismos oncogénicos do fumo não filtrado, a vulnerabilidade das mais de 760 milhões de crianças expostas e a urgência de medidas de Saúde Pública que travem a estagnação desta ameaça em ambientes domésticos e públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A exposição ao fumo do tabaco continua a constituir um importante problema de Saúde Pública, apesar dos progressos alcançados nas últimas décadas no controlo do tabagismo. A evidência científica demonstra de forma consistente a associação entre esta exposição e diversas doenças cardiovasculares, respiratórias e oncológicas. O impacto é particularmente relevante nos grupos mais vulneráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É neste contexto que surge um novo estudo do <em>Global Burden of Disease</em>, publicado no <em>The Lancet Public Health</em>, que procurou quantificar a dimensão global deste problema. A análise, realizada em 204 países, avaliou a prevalência da exposição ao fumo passivo e a carga de doença que lhe foi atribuível no período entre 1990 e 2023. Os resultados são particularmente expressivos: em 2023, cerca de 2,71 mil milhões de pessoas estiveram expostas ao fumo passivo, das quais 767 milhões eram crianças. Com base na prevalência da exposição e nos riscos de doença associados ao fumo passivo, os autores estimaram que esta exposição foi responsável por cerca de 1,66 milhões de mortes e por 44,8 milhões de anos de vida saudável perdidos<strong>.</strong> Este último valor, expresso em DALYs (<em>Disability-Adjusted Life Years</em>), traduz a carga global de doença atribuível ao fumo passivo, combinando os anos de vida perdidos por morte prematura com os anos vividos com doença ou incapacidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto pneumologista, considero particularmente importante que estes números sejam analisados e discutidos. Na prática clínica, a exposição passiva ao fumo do tabaco surge frequentemente como um fator que contribui para a doença respiratória, mas nem sempre é devidamente valorizada nem quantificada. O facto de uma pessoa não fumar não significa necessariamente que não esteja exposta. Muitas pessoas, sobretudo crianças, convivem durante anos com esta exposição de forma involuntária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista respiratório, os efeitos da exposição ao fumo do tabaco podem manifestar-se desde os primeiros anos de vida. A inalação passiva de partículas finas e de uma complexa mistura de substâncias tóxicas e irritantes promove inflamação das vias aéreas, <em>stress </em>oxidativo e disfunção do epitélio respiratório, interferindo com os mecanismos locais de defesa pulmonar. Esta exposição pode favorecer a hiperreatividade brônquica e contribuir para o aparecimento ou agravamento de asma brônquica, bem como aumentar a suscetibilidade para infeções respiratórias, nomeadamente através da alteração da função mucociliar e da resposta imunitária local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na criança, estas alterações assumem particular relevância, uma vez que ocorrem num período de crescimento e maturação do aparelho respiratóri<strong>o</strong>. A exposição repetida ao fumo do tabaco, poderá interferir com o normal desenvolvimento e crescimento pulmonar, condicionando uma menor reserva funcional respiratória ao longo da vida e potencialmente aumentando a vulnerabilidade para doença respiratória futura. O impacto clínico desta exposição é já evidente na população pediátrica: no estudo agora publicado, as infeções respiratórias inferiores constituem uma das principais componentes da carga de doença atribuível ao fumo passivo nas crianças. Não podemos afirmar que a exposição durante a infância irá inevitavelmente traduzir-se em cancro no futuro, mas sabemos que o risco de doença resulta da interação de múltiplos fatores e da acumulação de exposições ao longo da vida. Proteger o pulmão desde os primeiros anos deve, por isso, ser encarado como uma verdadeira estratégia de prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra das minhas grandes preocupações como pneumologista estende-se também à doença oncológica. O fumo resultante da combustão do tabaco contém milhares de substâncias químicas, incluindo numerosas substâncias carcinogénicas. O fumo libertado diretamente pela combustão, apresenta uma composição própria e contém substâncias tóxicas que podem ser inaladas por quem se encontra no mesmo ambiente. A exposição repetida pode desencadear mecanismos de lesão celular que contribuem para a carcinogénese. Neste contexto, o cancro do pulmão constitui naturalmente uma das principais consequências desta exposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos resultados que mais chama a atenção neste estudo é o aparente paradoxo entre a redução da prevalência da exposição e a manutenção do número absoluto de pessoas expostas. Entre 1990 e 2023, a prevalência global padronizada por idade diminuiu 22,2%; contudo, o crescimento da população mundial e a evolução desfavorável observada em algumas regiões do globo, nomeadamente no Sudeste asiático e Oceânia, contribuíram para que o número absoluto de pessoas expostas permanecesse praticamente inalterado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este dado demonstra que reduzir o número de fumadores não é suficiente. É igualmente necessário reduzir a exposição de quem não fuma. As políticas de ambientes livres de fumo têm sido fundamentais para diminuir a exposição em espaços públicos e locais de trabalho, mas a habitação continua a representar um desafio particular. É neste contexto que as crianças estão mais desprotegidas…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como pneumologista, considero que esta é também uma área em que a intervenção clínica pode fazer a diferença. Na nossa prática diária, independentemente da especialidade, devemos perguntar não apenas se o doente fuma, mas também se está exposto ao fumo de outras pessoas. Identificar essa exposição, explicar os seus riscos e ajudar as famílias a criar ambientes completamente livres de fumo são intervenções simples, mas importantes. Para quem fuma e vive com crianças, a cessação tabágica é simultaneamente uma intervenção em benefício da própria saúde e uma forma fundamental de proteger os mais novos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também no âmbito da prevenção do cancro do pulmão, a estratégia desenvolvida deve ser mais abrangente. Os esforços para melhorar a deteção precoce e os projetos-piloto de rastreio do cancro do pulmão que têm surgido por todo o país, são extremamente importantes, sobretudo nos grupos de maior risco. Mas o rastreio não substitui a prevenção. Detetar mais cedo é fundamental; mas evitar exposições de risco continua a ser ainda melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na minha perspetiva, o combate ao fumo passivo exige uma abordagem que vai muito além da legislação. É fundamental manter políticas públicas eficazes, uma fiscalização adequada e o investimento na cessação tabágica, mas é igualmente essencial apostar na literacia em saúde. O fumo passivo não deve ser encarado como um simples incómodo ou uma questão de conforto ou tolerância entre fumadores e não fumadores. É uma exposição involuntária a substâncias tóxicas, com consequências reais para a saúde. Os 2,7 mil milhões de pessoas expostas em todo o mundo representam uma dimensão difícil de ignorar, e enquanto médicos, temos também um papel importante nesta mudança de paradigma, ajudando os doentes e as famílias a reconhecer que um ambiente verdadeiramente livre de fumo é uma medida concreta de proteção da saúde.</p>
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		<title>Pneumonia no adulto: SPP destaca inovação, diagnóstico precoce e cooperação internacional na ERS</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/entrevistas/pneumonia-no-adulto-spp-destaca-inovacao-diagnostico-precoce-e-cooperacao-internacional-na-ers/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 13:59:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jorge Ferreira, Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), faz, em entrevista, o balanço da sessão conjunta promovida pela European Respiratory Society (ERS), em parceria com a SPP, ALAT, SBPT e SEPAR, que reafirmou a enorme atualidade e complexidade da pneumonia no adulto. O responsável destaca os principais desafios no diagnóstico e tratamento desta patologia, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jorge Ferreira</strong>, Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), faz, em entrevista, o balanço da sessão conjunta promovida pela <em>European Respiratory Society</em> (ERS), em parceria com a SPP, ALAT, SBPT e SEPAR, que reafirmou a enorme atualidade e complexidade da pneumonia no adulto. O responsável destaca os principais desafios no diagnóstico e tratamento desta patologia, aborda os avanços da Medicina personalizada e da inteligência artificial e sublinha a relevância estratégica da presença da Pneumologia portuguesa nos grandes eventos internacionais. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | A sessão “Pneumonia in adults: the present and the future” reuniu diferentes perspetivas sobre a realidade atual e os desafios que se colocam no futuro da pneumonia no adulto. Quais foram, na sua perspetiva, as principais mensagens e temas em destaque?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jorge Ferreira (JF) |</strong> A sessão confirmou plenamente a enorme importância e atualidade científica da pneumonia no adulto. As diferentes apresentações foram muito complementares e permitiram abordar o tema numa perspetiva abrangente, desde o aumento da incidência da pneumonia adquirida na comunidade e os fatores que o explicam, até aos desafios do diagnóstico precoce, da estratificação da gravidade e da decisão terapêutica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram particularmente relevantes as reflexões sobre o envelhecimento e a crescente complexidade dos doentes, o papel dos testes microbiológicos rápidos e dos biomarcadores, a utilização dos corticosteroides e o problema cada vez mais preocupante da resistência aos antimicrobianos. Foi igualmente interessante a abordagem das situações que podem mimetizar uma pneumonia, recordando a importância do diagnóstico diferencial perante apresentações clínicas e radiológicas nem sempre específicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostaria também de salientar a qualidade e a atualidade científica de todas as intervenções e a excelente discussão que se seguiu. Foi uma discussão muito participada e envolvente, que permitiu confrontar experiências e perspetivas provenientes de diferentes países e realidades assistenciais. Essa interação foi, para mim, um dos aspetos mais enriquecedores da sessão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | &nbsp;Perante este enquadramento, como caracteriza o atual panorama da pneumonia no adulto e quais são, hoje, os principais desafios que se colocam à Pneumologia nesta área?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JF |</strong> Uma das conclusões que ficou muito clara é que a pneumonia continua a ser um enorme desafio para a Pneumologia e que, provavelmente, a sua relevância irá aumentar nos próximos anos. O envelhecimento da população, a imunossenescência, as comorbilidades e a crescente utilização de terapêuticas imunomoduladoras e imunossupressoras estão a criar uma população simultaneamente mais vulnerável e mais complexa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão mostrou também que já não é suficiente fazer o diagnóstico de pneumonia e iniciar antibioterapia. Precisamos de diagnosticar mais cedo, avaliar melhor a gravidade, identificar os doentes com maior risco, conhecer tão rapidamente quanto possível a etiologia e selecionar a terapêutica mais adequada a cada situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, a resistência antimicrobiana obriga-nos a utilizar os antibióticos de forma cada vez mais criteriosa, enquanto os biomarcadores, os métodos microbiológicos rápidos e uma melhor caracterização da resposta inflamatória poderão ajudar-nos a evoluir de uma abordagem essencialmente empírica para uma estratégia progressivamente mais personalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, ficou também reforçada uma mensagem fundamental: a prevenção tem de ocupar um lugar central<strong>.</strong> A vacinação, o controlo das comorbilidades e a intervenção sobre fatores de risco modificáveis são instrumentos essenciais para reduzir o impacto futuro da pneumonia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Tendo em conta os desafios identificados, e olhando para o futuro, que avanços ou mudanças poderão ter maior impacto na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da pneumonia no adulto?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JF | </strong>Depois de ouvir as diferentes apresentações e a discussão que se seguiu, penso que o futuro passará sobretudo por uma abordagem mais precoce, integrada e personalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prevenção, teremos de aproveitar melhor as oportunidades proporcionadas pela vacinação e pela identificação dos indivíduos de maior risco. No diagnóstico, os testes microbiológicos rápidos e os biomarcadores poderão permitir obter informação relevante muito mais cedo e apoiar decisões clínicas mais precisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No tratamento, caminhamos para uma medicina progressivamente mais individualizada. A discussão sobre os corticosteroides foi particularmente ilustrativa: mais do que perguntar se devem ou não ser utilizados na pneumonia, importa identificar quais os doentes que verdadeiramente beneficiam, em que circunstâncias e em que momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração da inteligência artificial com informação clínica, laboratorial, microbiológica e imagiológica poderá também assumir uma importância crescente, quer na identificação precoce dos doentes de maior risco, quer no apoio à decisão terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão deixou, portanto, uma perspetiva muito estimulante: o futuro da pneumonia será provavelmente menos centrado numa abordagem uniforme da doença e mais orientado para as características do agente, do hospedeiro, da resposta inflamatória e da gravidade de cada episódio<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | A sessão resultou de uma colaboração entre a ERS, a ALAT, a SBPT, a SEPAR e a SPP. Que importância atribui a esta articulação entre diferentes sociedades científicas para o debate e para a evolução da abordagem à pneumonia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JF | </strong>Este é um dos aspetos que gostaria particularmente de destacar no balanço da sessão. A participação da SPP numa iniciativa conjunta desta dimensão é muito relevante e traduz a crescente presença da Pneumologia portuguesa nos grandes fóruns científicos internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a SPP, estar ao lado da ERS, ALAT, SBPT e SEPAR não representa apenas uma participação institucional. Representa uma oportunidade concreta para partilhar conhecimento, divulgar a qualidade da Pneumologia portuguesa, criar redes de colaboração e desenvolver futuros projetos conjuntos nas áreas da formação, investigação e produção científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe um enorme espaço científico constituído pelos países e sociedades que partilham as línguas portuguesa e espanhola. Temos proximidade linguística e cultural, mas também diferentes realidades epidemiológicas, assistenciais e científicas. Essa diversidade não nos separa; pelo contrário, constitui uma oportunidade extraordinária para aprendermos uns com os outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A excelente interação que ocorreu durante esta sessão mostrou precisamente o potencial desta colaboração. É importante que estas iniciativas não sejam acontecimentos isolados, mas façam parte de uma estratégia continuada de aproximação entre as nossas sociedades científicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A SPP pretende contribuir ativamente para esse caminho, promovendo pontes entre Portugal, Espanha, Brasil e os restantes países da América Latina, África e do espaço lusófono. Quanto maior for a nossa capacidade de cooperar, partilhar conhecimento e desenvolver ciência em conjunto, maior será também a nossa capacidade de afirmar internacionalmente a Pneumologia dos países de língua portuguesa e espanhola e, sobretudo, de melhorar os cuidados prestados aos nossos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>RESPIRA abre candidaturas para premiar inovação nos cuidados a doentes respiratórios</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/atualidade/respira-abre-candidaturas-para-premiar-inovacao-nos-cuidados-a-doentes-respiratorios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 09:51:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estão abertas, até 30 de setembro, as candidaturas à 4.ª edição do Prémio Luísa Soares Branco, uma iniciativa da RESPIRA – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas, com o contributo científico da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP). Sob o tema “Inovação em Doenças Respiratórias: Prevenção, Diagnóstico e Tratamento”, o prémio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Estão abertas, até 30 de setembro, as candidaturas à 4.ª edição do Prémio Luísa Soares Branco, uma iniciativa da RESPIRA – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas, com o contributo científico da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP). Sob o tema “Inovação em Doenças Respiratórias: Prevenção, Diagnóstico e Tratamento”, o prémio pretende reconhecer instituições, equipas e projetos que contribuam para melhorar a prestação de cuidados às pessoas com doenças respiratórias crónicas, com particular enfoque na doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podem candidatar-se instituições de saúde, unidades de investigação e outras organizações com projetos relevantes na área das doenças respiratórias em Portugal. A avaliação terá em consideração critérios como o impacto na vida dos doentes, o grau de inovação, a sustentabilidade e o potencial de replicação das soluções apresentadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo José Albino, presidente da Associação Respira, o objetivo passa não apenas por reconhecer projetos já desenvolvidos, mas também por incentivar novas soluções na área respiratória. “A inovação é um pilar para responder aos desafios das doenças crónicas”, afirma, defendendo a importância de apoiar quem trabalha no desenvolvimento de novas abordagens para a prevenção, diagnóstico e tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa presta homenagem a Maria Luísa Gentil Soares Branco, cofundadora e primeira presidente da Associação Respira, que liderou a organização entre 2007 e 2016. O seu percurso e compromisso com a melhoria da qualidade de vida das pessoas com doença respiratória crónica continuam a dar nome ao prémio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto vencedor será distinguido com um prémio de 2.500 euros, podendo ainda ser atribuída uma menção honrosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As candidaturas à 4.ª edição do Prémio Luísa Soares Branco podem ser submetidas até 30 de setembro de 2026, através do site da <a href="https://www.respira.pt/#!/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Associação Respira</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Fibrose pulmonar: dados nacionais reforçam importância do diagnóstico e referenciação precoces</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/atualidade/fibrose-pulmonar-dados-nacionais-reforcam-importancia-do-diagnostico-e-referenciacao-precoces/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 09:40:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro registo nacional de doenças pulmonares intersticiais (DPI), PROFILING-ILD, caracterizou 1 270 doentes e estimou uma prevalência de 26,3 casos por 100 000 adultos em Portugal. Os dados são apresentados no âmbito de uma campanha de sensibilização promovida pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), Grupo de Estudos de Doenças [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O primeiro registo nacional de doenças pulmonares intersticiais (DPI), PROFILING-ILD, caracterizou 1 270 doentes e estimou uma prevalência de 26,3 casos por 100 000 adultos em Portugal. Os dados são apresentados no âmbito de uma campanha de sensibilização promovida pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e Associação Respira, que pretende reforçar o reconhecimento dos sintomas e a referenciação atempada das pessoas com suspeita de fibrose pulmonar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As doenças pulmonares intersticiais constituem um grupo heterogéneo de patologias que podem conduzir a alterações estruturais e funcionais progressivas do pulmão. Entre estas encontra-se a fibrose pulmonar, caracterizada pela formação de tecido cicatricial que torna o pulmão progressivamente mais rígido e compromete a função respiratória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PROFILING-ILD, desenvolvido em colaboração com 15 centros hospitalares de referência, representa um passo relevante para o conhecimento da realidade epidemiológica nacional. Pela primeira vez, estão disponíveis dados portugueses que permitem estimar a prevalência das DPI, contribuindo para uma melhor caracterização da dimensão destas doenças e para o planeamento dos cuidados de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais desafios identificados prende-se com o tempo decorrido entre o aparecimento dos primeiros sintomas, a referenciação e o diagnóstico. De acordo com os dados do registo, uma pessoa com uma DPI aguarda, em média, mais de dois anos entre o início dos sintomas e a referenciação para um centro especializado, e cerca de três anos até ao diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta demora assume particular importância perante o caráter frequentemente progressivo e irreversível destas doenças. A dispneia, a tosse persistente, a fadiga e a perda gradual de peso são alguns dos sinais que devem motivar atenção clínica, embora possam ser pouco específicos e facilmente atribuídos a outras patologias respiratórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo José Alves, presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, esta inespecificidade contribui para o atraso no diagnóstico e para a progressão da doença antes de ser estabelecido o diagnóstico. O responsável reforça, por isso, a necessidade de aumentar o conhecimento sobre os sinais e sintomas das DPI, tanto junto da população como dos profissionais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pedro Ferreira, coordenador da Comissão de Trabalho de Doenças do Interstício Pulmonar da SPP, salienta a importância da intervenção precoce. &#8220;A fibrose pulmonar é, na maioria das situações, uma doença progressiva e irreversível&#8221;, afirma, destacando que a janela de oportunidade para intervir antes de uma perda funcional significativa pode ser limitada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, a suspeita clínica e a referenciação precoce para centros especializados assumem um papel central na abordagem destes doentes. O reconhecimento atempado dos sintomas poderá permitir acelerar o percurso diagnóstico e identificar mais cedo os doentes que necessitam de avaliação especializada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha pretende, assim, contribuir para uma maior literacia sobre as doenças pulmonares intersticiais e para uma resposta mais célere perante sinais sugestivos. José Albino, presidente da Associação Respira, reforça que &#8220;alertar a população para os primeiros sinais e sensibilizar os profissionais de saúde para os primeiros sintomas é, por isso, essencial&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados nacionais agora disponíveis poderão ainda contribuir para melhorar a organização da resposta assistencial às DPI, desde a referenciação e acompanhamento hospitalar até ao planeamento dos recursos necessários para responder a uma população cuja dimensão começa agora a ser mais claramente conhecida em Portugal.</p>
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