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	<title>Arquivo de Entrevistas - My Pneumologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica pneumológica e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças respiratórias</description>
	<lastBuildDate>Thu, 24 Sep 2026 09:48:15 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Entrevistas - My Pneumologia</title>
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		<title>“Se há doenças que se podem prevenir são as doenças respiratórias”</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/entrevistas/se-ha-doencas-que-se-podem-prevenir-sao-as-doencas-respiratorias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 14:39:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A prevenção e o acompanhamento dos doentes com doença respiratória são temas centrais na intervenção de Luísa Lopes, enfermeira, que destaca a importância da reabilitação respiratória e da tecnologia na promoção da autonomia e qualidade de vida dos doentes. Veja a entrevista. Neste Dia Mundial do Pulmão, Luísa Lopes destaca a importância da proximidade dos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A prevenção e o acompanhamento dos doentes com doença respiratória são temas centrais na intervenção de<strong> Luísa Lopes,</strong> enfermeira, que destaca a importância da reabilitação respiratória e da tecnologia na promoção da autonomia e qualidade de vida dos doentes. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="LUÍSA LOPES" src="https://player.vimeo.com/video/1229222640?h=4ed6c6f295&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Neste Dia Mundial do Pulmão, Luísa Lopes destaca a importância da proximidade dos enfermeiros com as pessoas e as famílias ao longo de diferentes fases da vida, enquanto oportunidade para promover a saúde e prevenir a doença respiratória. “Se há doenças que se podem prevenir são as doenças respiratórias. E daí que a prevenção aqui é fundamental”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A enfermeira alerta ainda para a necessidade de valorizar sintomas que podem ser facilmente desvalorizados, como o cansaço, a tosse, a expetoração ou a pieira. “Estas doenças acabam por evoluir de uma forma silenciosa, porque o nosso corpo tem uma capacidade mágica de se adaptar às circunstâncias.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução progressiva da atividade física pode levar a um ciclo de maior cansaço, perda de massa muscular e isolamento social. Neste contexto, a reabilitação respiratória assume um papel relevante, através de uma intervenção multidisciplinar que inclui avaliação, exercício e educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não é só reabilitar o pulmão, mas a parte muscular, que é muito importante para que toda a parte respiratória melhore”, explica Luísa Lopes, destacando também a importância de capacitar o doente para continuar os exercícios no seu quotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia pode ser outra aliada, permitindo prolongar o acompanhamento para além das unidades de saúde. “Os profissionais de saúde não podem ir a casa do doente duas vezes por semana, mas uma <em>app</em> com um plano de treino pode acompanhar o doente”, conclui.</p>
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		<title>Doenças respiratórias: &#8220;Prevenir e tratar precocemente salva vidas</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/entrevistas/prevencao-e-diagnostico-precoce-desafios-na-abordagem-das-doencas-respiratorias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 13:51:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Mundial do Pulmão, que se assinala a 25 de setembro, Carla Damas, da ULS São José, destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da articulação entre os Cuidados de Saúde Primários e a Pneumologia. A especialista alerta para a necessidade de combater a iliteracia em saúde e reforçar a identificação dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No Dia Mundial do Pulmão, que se assinala a 25 de setembro, <strong>Carla Damas</strong>, da ULS São José, destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da articulação entre os Cuidados de Saúde Primários e a Pneumologia. A especialista alerta para a necessidade de combater a iliteracia em saúde e reforçar a identificação dos sinais de alerta e dos fatores de risco das doenças respiratórias. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | O Dia Mundial do Pulmão, assinalado a 25 de setembro, chama a atenção para a importância de manter pulmões saudáveis. Na sua perspetiva, quais são hoje os principais desafios na prevenção e no diagnóstico das doenças respiratórias?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carla Damas (CD)|</strong> Do meu ponto de vista, a prevenção só se consegue através da informação e da sensibilização numa fase cada vez mais precoce, nomeadamente no que diz respeito aos riscos associados ao tabagismo. Neste âmbito, é fundamental envolver os educadores e as instituições de ensino, de forma a promover a literacia em saúde desde idades mais jovens, mas também reforçar as campanhas de sensibilização nas redes sociais e noutros órgãos de comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao diagnóstico precoce, considero essencial combater a iliteracia em saúde, dando à população informação clara sobre as principais queixas e sinais de alerta associados às patologias respiratórias. O reconhecimento atempado destes sinais pode contribuir para que as pessoas procurem cuidados de saúde mais cedo e, consequentemente, para uma abordagem mais precoce da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Muitas doenças respiratórias, como a asma, a DPOC e o cancro do pulmão, podem beneficiar de um diagnóstico e intervenção precoces. Que papel devem assumir os Cuidados de Saúde Primários e a Pneumologia na deteção atempada destas doenças?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CD |</strong> Tal como referi, é fundamental combater a iliteracia em saúde e a desinformação. Uma parte significativa da população desconhece não só os principais fatores de risco das doenças respiratórias, mas também os sinais de alerta que devem motivar uma procura atempada de cuidados de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, os Cuidados de Saúde Primários assumem um papel muito importante na identificação dos fatores de risco, dos sintomas e das situações que necessitam de investigação. Por sua vez, a Pneumologia deve contribuir para a avaliação diferenciada dos casos que necessitam de uma investigação mais aprofundada. Só conseguimos intervir atempadamente se garantirmos que os doentes têm acesso aos cuidados de saúde adequados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | A identificação precoce de sintomas e fatores de risco é fundamental para uma referenciação adequada. Que sinais devem levar os profissionais dos Cuidados de Saúde Primários a suspeitar de uma doença respiratória e a encaminhar o doente para Pneumologia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CD | </strong>Entre os principais sintomas habitualmente associados à doença respiratória crónica estão a dispneia progressiva, a tosse persistente, com ou sem secreções, a dor torácica e a perda ponderal associada às queixas respiratórias. Perante estes sinais, é importante que exista uma avaliação clínica adequada e que se considere a necessidade de investigação adicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O doente deverá ser encaminhado para Pneumologia quando existe persistência da sintomatologia apesar de um tratamento adequado ou quando os resultados da avaliação inicial justificam o alargamento do estudo, nomeadamente através de exames complementares em que a Pneumologia possa ter intervenção direta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É também muito importante considerar o contexto clínico e a exposição a fatores de risco, nomeadamente o tabagismo e as exposições profissionais ou recreativas, que podem ser relevantes na avaliação de uma suspeita de doença respiratória.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | A articulação entre os Cuidados de Saúde Primários e a Pneumologia é essencial para garantir a continuidade dos cuidados. O que pode ser melhorado nesta articulação para reduzir atrasos no diagnóstico e assegurar um acompanhamento mais eficaz dos doentes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CD | </strong>Tem sido desenvolvido um trabalho muito importante na interação entre o hospital e os Cuidados de Saúde Primários, e considero que a organização em Unidades Locais de Saúde tem um papel relevante neste âmbito. A existência de uma maior proximidade entre os diferentes níveis de cuidados pode facilitar a comunicação e contribuir para uma abordagem mais integrada do doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A criação de normas de referenciação e de orientação após a alta das consultas hospitalares também facilita o trabalho dos profissionais e a continuidade dos cuidados, pelo que considero que deve existir um investimento crescente nesta área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, seria igualmente importante reforçar a interação entre os clínicos, nomeadamente através da discussão e orientação conjunta de situações mais complexas. As reuniões virtuais, por exemplo, podem ser uma ferramenta útil para promover esta comunicação e facilitar a partilha de informação entre os diferentes níveis de cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Neste Dia Mundial do Pulmão, que mensagem gostaria de deixar aos profissionais de saúde sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e de uma intervenção atempada nas doenças respiratórias</strong>?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CD | </strong>Todos temos um papel a desempenhar, quer na informação e educação do doente, quer na identificação precoce da patologia. É importante que os profissionais de saúde estejam atentos aos fatores de risco e aos sinais de alerta e que contribuam para que os doentes tenham acesso aos cuidados adequados no momento certo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais na abordagem das doenças respiratórias. Prevenir salva vidas, tratar precocemente salva vidas.</p>
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		<item>
		<title>Cuidados respiratórios integrados: “Precisamos de levar todos estes avanços à prática  clínica”</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/entrevistas/cuidados-respiratorios-integrados-precisamos-de-levar-todos-estes-avancos-a-pratica-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 14:15:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Congresso da European Respiratory Society (ERS), Cláudia Vicente, da ULS Baixo Mondego, assumiu  o papel de chair da sessão “Primary and integrated respiratory care: part 2”. Em entrevista, destacou a importância da integração dos cuidados respiratórios e da comunicação entre os diferentes níveis de  cuidados.   A especialista explicou que o objetivo da sessão passou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No Congresso da European Respiratory Society (ERS), <strong>Cláudia Vicente</strong>, da ULS Baixo Mondego, assumiu  o papel de chair da sessão “Primary and integrated respiratory care: part 2”. Em entrevista, destacou a importância da integração dos cuidados respiratórios e da comunicação entre os diferentes níveis de  cuidados.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista explicou que o objetivo da sessão passou por &#8220;tentar ir ao encontro do tema do congresso&#8221;, destacando trabalhos internacionais desenvolvidos nos Cuidados de Saúde Primários por equipas multiprofissionais. Em paralelo, foram abordadas apresentações sobre &#8220;o que pode ser o futuro da Medicina usando inteligência artificial para otimizar os cuidados&#8221;, nomeadamente em &#8220;consultas à distância ou na telemonitorização de doentes&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os trabalhos apresentados na ERS, a médica destacou o projeto “RESPIRE”, uma parceria entre a Universidade de Edimburgo, a Universidade Malaya e o IPCRG, que demonstrou o impacto da educação das camadas mais jovens sobre os malefícios do tabaco e a qualidade do ar. A especialista sublinhou a relevância de ser um “projeto muito interessante porque põe investigadores em campo na área da saúde”, formando adolescentes para que sejam “os próprios campeões dentro das suas localidades, escolas e equipas de desporto a fazerem esta promoção”, provando que “juntos podem fazer a diferença”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar os desafios da prática médica, Cláudia Vicente lembrou que &#8220;esta abordagem integrada exige sempre um olhar muito crítico da parte dos médicos&#8221;, acompanhado por um plano local adequado e baseado em &#8220;guias de orientação muito fortes, particularmente nas doenças respiratórias como a GINA e a GOLD&#8221;. A especialista reforçou também o compromisso da comunidade médica: “Temos de motivar os nossos colegas para conhecerem e darem mais atenção às doenças respiratórias”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No balanço do Congresso da ERS, Cláudia Vicente salienta a diversidade de temas e a relevância dos&nbsp; avanços apresentados nas diferentes áreas da Pneumologia, sublinhando a importância de os integrar&nbsp; na prática clínica: “Precisamos de levar todos estes avanços, de uma forma integrada, a serem uma&nbsp; realidade na prática clínica diária.”</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pneumonia no adulto: SPP destaca inovação, diagnóstico precoce e cooperação internacional na ERS</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/entrevistas/pneumonia-no-adulto-spp-destaca-inovacao-diagnostico-precoce-e-cooperacao-internacional-na-ers/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 13:59:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jorge Ferreira, Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), faz, em entrevista, o balanço da sessão conjunta promovida pela European Respiratory Society (ERS), em parceria com a SPP, ALAT, SBPT e SEPAR, que reafirmou a enorme atualidade e complexidade da pneumonia no adulto. O responsável destaca os principais desafios no diagnóstico e tratamento desta patologia, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jorge Ferreira</strong>, Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), faz, em entrevista, o balanço da sessão conjunta promovida pela <em>European Respiratory Society</em> (ERS), em parceria com a SPP, ALAT, SBPT e SEPAR, que reafirmou a enorme atualidade e complexidade da pneumonia no adulto. O responsável destaca os principais desafios no diagnóstico e tratamento desta patologia, aborda os avanços da Medicina personalizada e da inteligência artificial e sublinha a relevância estratégica da presença da Pneumologia portuguesa nos grandes eventos internacionais. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | A sessão “Pneumonia in adults: the present and the future” reuniu diferentes perspetivas sobre a realidade atual e os desafios que se colocam no futuro da pneumonia no adulto. Quais foram, na sua perspetiva, as principais mensagens e temas em destaque?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jorge Ferreira (JF) |</strong> A sessão confirmou plenamente a enorme importância e atualidade científica da pneumonia no adulto. As diferentes apresentações foram muito complementares e permitiram abordar o tema numa perspetiva abrangente, desde o aumento da incidência da pneumonia adquirida na comunidade e os fatores que o explicam, até aos desafios do diagnóstico precoce, da estratificação da gravidade e da decisão terapêutica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram particularmente relevantes as reflexões sobre o envelhecimento e a crescente complexidade dos doentes, o papel dos testes microbiológicos rápidos e dos biomarcadores, a utilização dos corticosteroides e o problema cada vez mais preocupante da resistência aos antimicrobianos. Foi igualmente interessante a abordagem das situações que podem mimetizar uma pneumonia, recordando a importância do diagnóstico diferencial perante apresentações clínicas e radiológicas nem sempre específicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostaria também de salientar a qualidade e a atualidade científica de todas as intervenções e a excelente discussão que se seguiu. Foi uma discussão muito participada e envolvente, que permitiu confrontar experiências e perspetivas provenientes de diferentes países e realidades assistenciais. Essa interação foi, para mim, um dos aspetos mais enriquecedores da sessão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | &nbsp;Perante este enquadramento, como caracteriza o atual panorama da pneumonia no adulto e quais são, hoje, os principais desafios que se colocam à Pneumologia nesta área?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JF |</strong> Uma das conclusões que ficou muito clara é que a pneumonia continua a ser um enorme desafio para a Pneumologia e que, provavelmente, a sua relevância irá aumentar nos próximos anos. O envelhecimento da população, a imunossenescência, as comorbilidades e a crescente utilização de terapêuticas imunomoduladoras e imunossupressoras estão a criar uma população simultaneamente mais vulnerável e mais complexa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão mostrou também que já não é suficiente fazer o diagnóstico de pneumonia e iniciar antibioterapia. Precisamos de diagnosticar mais cedo, avaliar melhor a gravidade, identificar os doentes com maior risco, conhecer tão rapidamente quanto possível a etiologia e selecionar a terapêutica mais adequada a cada situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, a resistência antimicrobiana obriga-nos a utilizar os antibióticos de forma cada vez mais criteriosa, enquanto os biomarcadores, os métodos microbiológicos rápidos e uma melhor caracterização da resposta inflamatória poderão ajudar-nos a evoluir de uma abordagem essencialmente empírica para uma estratégia progressivamente mais personalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, ficou também reforçada uma mensagem fundamental: a prevenção tem de ocupar um lugar central<strong>.</strong> A vacinação, o controlo das comorbilidades e a intervenção sobre fatores de risco modificáveis são instrumentos essenciais para reduzir o impacto futuro da pneumonia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Tendo em conta os desafios identificados, e olhando para o futuro, que avanços ou mudanças poderão ter maior impacto na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da pneumonia no adulto?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JF | </strong>Depois de ouvir as diferentes apresentações e a discussão que se seguiu, penso que o futuro passará sobretudo por uma abordagem mais precoce, integrada e personalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prevenção, teremos de aproveitar melhor as oportunidades proporcionadas pela vacinação e pela identificação dos indivíduos de maior risco. No diagnóstico, os testes microbiológicos rápidos e os biomarcadores poderão permitir obter informação relevante muito mais cedo e apoiar decisões clínicas mais precisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No tratamento, caminhamos para uma medicina progressivamente mais individualizada. A discussão sobre os corticosteroides foi particularmente ilustrativa: mais do que perguntar se devem ou não ser utilizados na pneumonia, importa identificar quais os doentes que verdadeiramente beneficiam, em que circunstâncias e em que momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração da inteligência artificial com informação clínica, laboratorial, microbiológica e imagiológica poderá também assumir uma importância crescente, quer na identificação precoce dos doentes de maior risco, quer no apoio à decisão terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão deixou, portanto, uma perspetiva muito estimulante: o futuro da pneumonia será provavelmente menos centrado numa abordagem uniforme da doença e mais orientado para as características do agente, do hospedeiro, da resposta inflamatória e da gravidade de cada episódio<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | A sessão resultou de uma colaboração entre a ERS, a ALAT, a SBPT, a SEPAR e a SPP. Que importância atribui a esta articulação entre diferentes sociedades científicas para o debate e para a evolução da abordagem à pneumonia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JF | </strong>Este é um dos aspetos que gostaria particularmente de destacar no balanço da sessão. A participação da SPP numa iniciativa conjunta desta dimensão é muito relevante e traduz a crescente presença da Pneumologia portuguesa nos grandes fóruns científicos internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a SPP, estar ao lado da ERS, ALAT, SBPT e SEPAR não representa apenas uma participação institucional. Representa uma oportunidade concreta para partilhar conhecimento, divulgar a qualidade da Pneumologia portuguesa, criar redes de colaboração e desenvolver futuros projetos conjuntos nas áreas da formação, investigação e produção científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe um enorme espaço científico constituído pelos países e sociedades que partilham as línguas portuguesa e espanhola. Temos proximidade linguística e cultural, mas também diferentes realidades epidemiológicas, assistenciais e científicas. Essa diversidade não nos separa; pelo contrário, constitui uma oportunidade extraordinária para aprendermos uns com os outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A excelente interação que ocorreu durante esta sessão mostrou precisamente o potencial desta colaboração. É importante que estas iniciativas não sejam acontecimentos isolados, mas façam parte de uma estratégia continuada de aproximação entre as nossas sociedades científicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A SPP pretende contribuir ativamente para esse caminho, promovendo pontes entre Portugal, Espanha, Brasil e os restantes países da América Latina, África e do espaço lusófono. Quanto maior for a nossa capacidade de cooperar, partilhar conhecimento e desenvolver ciência em conjunto, maior será também a nossa capacidade de afirmar internacionalmente a Pneumologia dos países de língua portuguesa e espanhola e, sobretudo, de melhorar os cuidados prestados aos nossos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Advanced COPD Certification: SPP e BIAL Portugal unem-se em iniciativa de formação avançada em DPOC</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/entrevistas/advanced-copd-certification-spp-e-bial-portugal-unem-se-eminiciativa-de-formacao-avancada-em-dpoc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 13:44:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e a farmacêutica BIAL juntam-se num projeto inovador direcionado a médicos pneumologistas: a Advanced COPD Certification. Esta certificação, com início em setembro, distingue-se pela excelência do programa e por um corpo docente internacional constituído por peritos envolvidos nas recomendações GOLD. Jorge Ferreira, presidente da SPP, e Eduardo Calçada, Head [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e a farmacêutica BIAL juntam-se num projeto inovador direcionado a médicos pneumologistas: a <em>Advanced COPD Certification</em>. Esta certificação, com início em setembro, distingue-se pela excelência do programa e por um corpo docente internacional constituído por peritos envolvidos nas recomendações GOLD. <strong>Jorge Ferreira</strong>, presidente da SPP, e <strong>Eduardo Calçada</strong>, <em>Head of Medical Affairs</em>-Portugal da BIAL, assinalam o arranque desta parceria e as mais-valias desta formação para a prática clínica, deixando um convite à participação. Assista ao vídeo para saber mais.</p>



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<iframe title="Advanced COPD Certification: SPP e BIAL Portugal unem-se em iniciativa de formação avançada em DPOC" src="https://player.vimeo.com/video/1214623356?h=b868f51a02&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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			</item>
		<item>
		<title>Broncoscopia robótica: IPO Lisboa abre caminho a uma nova era no diagnóstico do cancro do pulmão</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/entrevistas/broncoscopia-robotica-ipo-lisboa-abre-caminho-a-uma-nova-era-no-diagnostico-do-cancro-do-pulmao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 10:41:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO Lisboa) é o primeiro hospital português a utilizar a broncoscopia robótica no diagnóstico do cancro do pulmão. Em entrevista, Jorge Dionísio, pneumologista neste hospital, explica as vantagens desta tecnologia na abordagem de nódulos pulmonares periféricos, o seu potencial para acelerar o diagnóstico e reduzir complicações, bem como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO Lisboa) é o primeiro hospital português a utilizar a broncoscopia robótica no diagnóstico do cancro do pulmão. Em entrevista, Jorge Dionísio, pneumologista neste hospital, explica as vantagens desta tecnologia na abordagem de nódulos pulmonares periféricos, o seu potencial para acelerar o diagnóstico e reduzir complicações, bem como os desafios associados à sua implementação.&nbsp;Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | O IPO Lisboa é o primeiro hospital português a utilizar a broncoscopia robótica no&nbsp; diagnóstico do cancro do pulmão. Do ponto de vista da Pneumologia de intervenção,&nbsp; que necessidades clínicas procura responder esta tecnologia e que lugar poderá&nbsp; ocupar no atual algoritmo diagnóstico dos nódulos pulmonares?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jorge Dionísio (JD) |</strong> A Pneumologia de intervenção tem assistido a uma grande evolução tecnológica, focada no diagnóstico precoce e no estadiamento do cancro do pulmão através da  abordagem de nódulos pulmonares periféricos e dos gânglios linfáticos do mediastino.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A broncoscopia robótica é uma tecnologia que, tal como a broncoscopia de navegação eletromagnética e a ecografia endobrônquica radial, visa superar as limitações das  técnicas convencionais na abordagem dos nódulos pulmonares periféricos. É efetuada recorrendo a anestesia geral com ventilação assistida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O algoritmo do diagnóstico dos nódulos pulmonares é baseado nos critérios da  <em>Fleischner Society</em>. Nos nódulos pulmonares sólidos superiores a 8 mm, com probabilidade de malignidade superior a 5%, recomenda-se serem submetidos a exames para diagnóstico anatomopatológico. Nódulos pulmonares inferiores a 20 mm colocam grandes dificuldades técnicas no seu  diagnóstico, principalmente em localizações justa mediastínicas e no ápex pulmonar. É especialmente na abordagem diagnóstica destes nódulos que a broncoscopia robótica  se destaca ao permitir uma navegação, manobrabilidade e estabilidade do canal de trabalho ímpares. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do diagnóstico do nódulo pulmonar, em situações de neoplasia do pulmão é  habitual a necessidade de estadiamento mediastínico com EBUS (<em>Endobronchial  Ultrasound</em>) Linear. É possível combinar na mesma sessão anestésica a biópsia do  nódulo periférico e o estadiamento ganglionar do mediastino.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF |</strong> <strong>A broncoscopia robótica permite uma navegação mais precisa até lesões&nbsp; pulmonares periféricas, incluindo nódulos de menores dimensões. Quais são as&nbsp; principais diferenças relativamente às técnicas convencionais de broncoscopia e à&nbsp; biópsia transtorácica, nomeadamente em termos de rendimento diagnóstico,&nbsp; acessibilidade das lesões e perfil de segurança?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JD | </strong>A broncoscopia robótica apresenta um rendimento elevado, geralmente superior a 80- 90% para nódulos periféricos. Na broncoscopia convencional, o rendimento é frequentemente abaixo de 50% para lesões periféricas e nódulos de pequenas  dimensões, uma vez que os aparelhos tradicionais não conseguem navegar com precisão para lá das vias aéreas centrais. A utilização de EBUS radial e de navegação eletromagnética, nas quais o IPO de Lisboa foi igualmente pioneiro em Portugal, veio  aumentar a rentabilidade de diagnóstico destes nódulos para 60-70%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A biópsia transtorácica é uma técnica de elevado rendimento diagnóstico (superior a  80%) mas dependente da localização, do diâmetro do nódulo e da experiência do  médico. É ideal para nódulos encostados à pleura, mas apresenta forte limitação para  lesões mais centrais, muito profundas e próximas do mediastino, ou protegidas pelas  costelas e grandes vasos sanguíneos. A broncoscopia robótica posiciona-se assim, como um meio-termo ideal que combina a  alta segurança da broncoscopia convencional com a elevada eficácia diagnóstica da  biópsia transtorácica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao perfil de segurança e complicações, a broncoscopia r tem um perfil&nbsp; de segurança muito favorável. O risco de pneumotórax é extremamente baixo, entre&nbsp; 2% e 4%, com necessidade residual de colocação de dreno torácico. Em comparação, a&nbsp; Biópsia Transtorácica tem um perfil de risco superior. O procedimento perfura a pleura,&nbsp; com taxas de pneumotórax entre 15% e 35%, exigindo em cerca de 14% dos casos&nbsp; colocação de dreno de tórax e internamento hospitalar, além de maior risco de&nbsp; hemorragia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF |</strong> <strong>Em que medida esta abordagem poderá contribuir para reduzir o tempo entre a&nbsp; identificação de um nódulo suspeito e a obtenção de um diagnóstico histológico, com&nbsp; impacto subsequente na decisão terapêutica? Existem doentes ou características das&nbsp; lesões em que considera que esta tecnologia poderá ser particularmente vantajosa?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JD |</strong> Em nódulos de difícil abordagem, é frequente a necessidade de repetição de exames  para alcançar o diagnóstico, atrasando a decisão e o início do tratamento. A broncoscopia robótica com a sua maior rentabilidade, vem diminuir, em doentes selecionados, o tempo para obtenção do diagnóstico, com potencial impacto na  sobrevida destes doentes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta tecnologia é particularmente vantajosa em cenários complexos, onde as técnicas&nbsp; tradicionais falham ou oferecem alto risco, como nos doentes com enfisema/DPOC ou&nbsp; em lesões pulmonares subsólidas.&nbsp;Esta tecnologia alcança lesões profundas com risco mínimo de complicações. Permite&nbsp; também abordar nódulos em diferentes lobos ou em ambos os pulmões na mesma&nbsp; sessão, mais complexo por via percutânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | A implementação de uma tecnologia desta complexidade implica não só&nbsp; investimento em equipamento, mas também formação diferenciada e uma&nbsp; reorganização dos circuitos assistenciais. Quais têm sido os principais desafios na&nbsp; implementação da broncoscopia robótica no IPO Lisboa e que condições considera&nbsp; essenciais para a sua integração na prática clínica?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JD | </strong>A integração desta tecnologia no Instituto Português de Oncologia de Lisboa evidencia&nbsp; o esforço de modernização no contexto nacional e foi possível a sua aquisição graças a&nbsp; um esforço da equipa do serviço de Pneumologia em coordenação com a&nbsp; administração do IPO e do recurso a fundos do PRR (Programa de Recuperação e&nbsp; Resiliência).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O investimento financeiro inicial é muito elevado, assim como os custos de&nbsp; manutenção do sistema robótico e dos consumíveis necessários à sua utilização.&nbsp;Torna-se necessário um treino técnico avançado e específico para as equipas médicas e&nbsp; de enfermagem.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa fase inicial, a formação médica, vai ser efetuada por 3 pneumologistas, um de&nbsp; cada vez até autonomização completa, sendo os primeiros 20 exames supervisionados&nbsp; por formadores externos. Começa com uma formação teórica-prática no centro de&nbsp; simulação em Estrasburgo, seguido de treino em modelos, antes de iniciar os exames&nbsp; com doentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipa de enfermagem tem também formação a nível da técnica em si e no&nbsp; reprocessamento do equipamento.&nbsp;A adaptação da nossa sala de técnicas foi relativamente fácil, dado que já realizávamos exames de alta complexidade com a navegação eletromagnética. A articulação com o serviço de Anatomia Patológica é prática corrente no IPO de Lisboa, com realização de ROSE (<em>Rapid On Site Evaluation</em>) em todos os exames.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta tecnologia permite igualmente a utilização de outras tecnologias de suporte de forma integrada, como a combinação com imagem em tempo real EBUS-radial e tomografia de feixe cónico (equipamento também já adquirido, estando em curso o projeto de colocação de proteção radiológica nas paredes da sala de técnicas). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a integração da broncoscopia robótica na prática clínica no diagnóstico do cancro  do pulmão, irão ser realizados protocolos de abordagem do nódulo pulmonar  periférico, baseados na dimensão do nódulo, na sua localização e nas diversas técnicas  disponíveis para a sua abordagem (broncoscopia robótica; navegação eletromagnética; EBUS radial e tomografia de feixe cónico), tendo em vista a obtenção  do diagnóstico com a melhor relação custo/beneficio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Considerando a evolução da Pneumologia de intervenção e da abordagem&nbsp; multidisciplinar do cancro do pulmão, que impacto poderá a broncoscopia robótica&nbsp; ter nos próximos anos? Poderá esta tecnologia assumir também um papel&nbsp; terapêutico, para além do diagnóstico, e que outras aplicações prevê para o futuro?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JD | </strong>A broncoscopia robótica vai transformar o panorama da Pneumologia de intervenção&nbsp; nos próximos anos, evoluindo de uma ferramenta de diagnóstico ultrapreciso para uma plataforma de tratamento minimamente invasivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estabilidade do braço robótico e a integração de imagem em tempo real elevam a  taxa de sucesso da biópsia (rendimento diagnóstico) para valores acima dos 80-90%, com menor risco de complicações e irá permitir assumir um papel terapêutico ativo através da terapia ablativa local para doentes que não podem ser submetidos a cirurgia ou radioterapia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Estão disponíveis diversas técnicas, que já são realizadas nalguns centros europeus  muito selecionados, nomeadamente a ablação por micro-ondas (MWA) e a ablação por radiofrequência (RFA), que consistem na introdução de uma sonda flexível através do  canal da sonda robótica para “queimar” o tumor periférico com energia térmica ou  através de calor gerado por corrente alternada de alta frequência </p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra possibilidade técnica é a combinação com a Cirurgia robótica em que o  pneumologista marca o nódulo por via endoscópica (com corantes fluorescentes) e o  cirurgião torácico o resseca imediatamente a seguir através de cirurgia robótica torácica (RATS).</p>
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		<title>O elo de ligação essencial: Enfermagem e a proximidade no tratamento oncológico</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/entrevistas/o-elo-de-ligacao-essencial-enfermagem-e-a-proximidade-no-tratamento-oncologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 10:39:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a sessão do &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, realizada no Hotel Porto Palácio pela AstraZeneca, no Porto, a enfermeira Marisa Rafael, do IPO do Porto, partilhou a sua perspetiva sobre a gestão de doentes integrados em novas abordagens terapêuticas. Veja o vídeo. Marisa Rafael destacou que os profissionais de Enfermagem acompanham o doente de forma [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Durante a sessão do &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, realizada no Hotel Porto Palácio pela AstraZeneca, no Porto, a enfermeira <strong>Marisa Rafael</strong>, do IPO do Porto, partilhou a sua perspetiva sobre a gestão de doentes integrados em novas abordagens terapêuticas. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="01_MARISA RAFAEL" src="https://player.vimeo.com/video/1208480824?h=e76e9901ef&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Marisa Rafael destacou que os profissionais de Enfermagem acompanham o doente de forma ao longo de todo o seu percurso, assumindo um papel determinante na avaliação contínua do doente e na monitorização dos eventos adversos dos tratamentos. &nbsp;Sublinhou ainda, que Enfermagem constitui um elo de ligação fundamental entre o doente e a restante equipa multidisciplinar, fornecendo informação relevante que vai apoiar a tomada de decisão médica, assegurando desta forma um acompanhamento próximo, seguro e humanizado, através do esclarecimento de dúvidas e da resposta atempada às necessidades do doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A enfermeira acrescentou que a missão da Enfermagem vai muito além das queixas puramente clínicas, abrangendo também o apoio às dimensões de ordem psicológica, emocional e à promoção da qualidade de vida dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marisa Rafael realça que a evolução de novas terapêuticas têm permitido aumentar a esperança de vida dos doentes que sofreram progressão da doença após tratamentos anteriores. Neste contexto, estas novas abordagens representam uma oportunidade acrescida para o doente e para os profissionais de saúde.</p>
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		<item>
		<title>Desafios na literacia de saúde e o valor da decisão partilhada em Oncologia</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/entrevistas/desafios-na-literacia-de-saude-e-o-valor-da-decisao-partilhada-em-oncologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 10:38:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do debate gerado no encontro &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221; no Porto, Pedro Ulisses Brito, representante da ULS do Alto Ave, incidiu a sua intervenção nos ganhos das terapêuticas combinadas, nomeadamente a eficácia no cancro do pulmão. Veja o depoimento. Pedro Ulisses Brito evidenciou que os dados atuais de sobrevivência justificam a adoção destas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do debate gerado no encontro &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221; no Porto, <strong>Pedro Ulisses Brito</strong>, representante da ULS do Alto Ave, incidiu a sua intervenção nos ganhos das terapêuticas combinadas, nomeadamente a eficácia no cancro do pulmão. Veja o depoimento.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="04_PEDRO ULISSES BRITO" src="https://player.vimeo.com/video/1208480821?h=6336eceed2&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Pedro Ulisses Brito evidenciou que os dados atuais de sobrevivência justificam a adoção destas terapêuticas combinadas e intensificadas como o novo padrão de cuidados para os doentes elegíveis. Contudo, o especialista reconheceu que esta mudança acarreta desafios acrescidos ao nível da toxicidade, contrastando com a simplicidade e o conforto que os tratamentos anteriores em regime de monoterapia proporcionavam no quotidiano dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico abordou de forma direta a questão da literacia de saúde em Portugal, apontando-a como um fator que por vezes dificulta a transmissão clara dos riscos e benefícios aos doentes. Pedro Ulisses Brito sublinhou que, tirando situações específicas com comorbilidades graves, o objetivo passa por propor as soluções de maior eficácia clínica, sempre através de uma decisão partilhada com o paciente e assente em estratégias conhecidas de mitigação de efeitos adversos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Respostas sustentadas e proteção cerebral dão nova esperança no cancro pulmonar</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/entrevistas/respostas-sustentadas-e-protecao-cerebral-dao-nova-esperanca-no-cancro-pulmonar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 10:38:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Integrada no painel de oradores reunido pela AstraZeneca no Porto, Ana Rodrigues, do IPO do Porto, trouxe à discussão os impactos clínicos das novas opções terapêuticas do estudo FLAURA2. Assista à entrevista no âmbito do evento “Deep Breath Deep Care”. Ana Rodrigues defendeu que a introdução destas abordagens de combinação permite otimizar de forma expressiva [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Integrada no painel de oradores reunido pela AstraZeneca no Porto, <strong>Ana Rodrigues</strong>, do IPO do Porto, trouxe à discussão os impactos clínicos das novas opções terapêuticas do estudo FLAURA2. Assista à entrevista no âmbito do evento “Deep Breath Deep Care”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ana Rodrigues defendeu que a introdução destas abordagens de combinação permite otimizar de forma expressiva as respostas clínicas quando comparadas com as monoterapias convencionais. De acordo com a especialista, as evidências apontam para um aumento notável da sobrevivência global e da sobrevivência livre de progressão, garantindo uma intervenção mais profunda que retarda o avanço da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A médica destacou o valor desta estratégia sobretudo para doentes que reúnem fatores de risco adicionais, como aqueles que apresentam uma elevada carga tumoral ou metástases. Ana Rodrigues salientou ainda a eficácia demonstrada ao nível da proteção do sistema nervoso central, conseguindo tanto sustentar as respostas biológicas como prevenir o aparecimento de novas lesões cerebrais, sem comprometer a qualidade de vida.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Otimização de resultados: a importância da seleção de subgrupos de risco</title>
		<link>https://mypneumologia.pt/entrevistas/otimizacao-de-resultados-a-importancia-da-selecao-de-subgrupos-de-risco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 10:38:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sob a égide do &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, iniciativa promovida pela AstraZeneca, no Hotel Porto Palácio, Margarida Dias, da ULS de Gaia/Espinho, expôs a necessidade de identificar os doentes mais beneficiados com terapêuticas combinadas na gestão do cancro do pulmão. Margarida Dias explicou que os tratamentos anteriores já asseguravam progressos valiosos na sobrevivência livre de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Sob a égide do &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, iniciativa promovida pela AstraZeneca, no Hotel Porto Palácio, <strong>Margarida Dias</strong>, da ULS de Gaia/Espinho, expôs a necessidade de identificar os doentes mais beneficiados com terapêuticas combinadas na gestão do cancro do pulmão.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="03_MARGARIDA DIAS" src="https://player.vimeo.com/video/1208481108?h=dc25ce9e7d&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Margarida Dias explicou que os tratamentos anteriores já asseguravam progressos valiosos na sobrevivência livre de progressão, mas persistia um grupo de doentes com perfis de evolução rápida que exigiam respostas mais agressivas. A adição de novas moléculas à primeira linha vem preencher essa lacuna, proporcionando uma intervenção direcionada em várias frentes oncológicas e um controlo duradouro da patologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A oncologista focou a relevância deste avanço nos subgrupos que manifestam fatores de risco acrescidos e múltiplas metástases, onde a proteção cerebral assume um papel fulcral. Margarida Dias reforçou que, ao alinhar as conclusões dos ensaios com o perfil clínico individual, torna-se possível estender o tempo de vida livre de doença, correspondendo ao objetivo mais valorizado pelos próprios pacientes.</p>
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